359 Somos templo do Deus vivo


 Leitura Bíblica


“Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado.”

(1 Coríntios 3.16-‬17 NVI)‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬



Um trechinho com um baita impacto. O primeiro santuário para Deus foi o Tabernáculo, lá no deserto e que durou até o reinado de Salomão, que construiu o Templo em Jerusalém. 

Esse templo ocupou o centro da religiosidade judaica, mas as constantes apostasias dos judeus trouxeram o exílio na Babilônia e a destruição do Templo pelos babilônicos. 

Provavelmente durante o exílio, surgiram as sinagogas, que vão desempenhar um papel importante no crescimento do cristianismo posterior. No retorno do exílio, o Templo foi reconstruído por Zorobabel, e reformado mais tarde por Herodes, voltando a ocupar posição central na relação com Deus. 

Mas eis que surge Jesus! Jesus nos transforma em templo. Mais do que pedra, ouro e pedras preciosas Deus quer templos de carne e osso, de razão e emoção, de amor e fé. 

E é isso que realmente importa. Ser um templo perfeito para Deus. Morada do Espírito.

Graças à obra de Cristo, agora, cada um de nós, como parte da igreja de Cristo, tem o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, pois o acesso a Deus não se dá mais por intermédio de homens, mas única e somente pela mediação de Jesus. 

Amar a si mesmo, cuidar e manter imaculado esse templo é missão de cada um. Cada dia viver a santificação, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Jesus, esse é o nosso alvo. Afinal, Deus nos amou tanto que deu seu Filho Jesus. Agora, devemos amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. 


Pai amado, obrigado por escolheres transformar cada um de nós em templos. 

Que tua misericórdia nos alcance e que tua mão nos apoie na manutenção de sua morada. Derrama tua graça em nós e nos abençoe. 

Em nome de Jesus. 

Amém. 



Autor: Shailon Ian

Comentários

  1. Amém. Em nome do Senhor Jesus. 👐

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  2. Somos templos de Deus, e, com esse título, valemos mais do que todas as igrejas e todas as catedrais do mundo...
    "Jesus, um revolucionário. Jesus, como profeta, se opôs abertamente ao poder religioso, civil e político do seu tempo, e o templo é a representação fiel desse tipo de poder: o templo de Jerusalém era, para os judeus, o lugar da presença de Deus; ele era gerenciado pelos sacerdotes e pelos avôs, e eles faziam um comércio um tanto lucrativo. Cada judeu devia ir em peregrinação ao Templo de Jerusalém, ao menos uma vez na vida, para oferecer sacrifícios a Deus. Havia mesas de cambistas, pois a moeda imperial era rechaçada. Os ricos obtinham bois, a classe média, ovelhas, e os pobres compravam pombas ou pombinhos, mas todos ofereciam sacrifícios a Deus. Que Jesus, em peregrinação com seus amigos, havia denunciado abertamente essa prática, é mais do que acreditável, e é sem dúvida o que permitiu às autoridades arrestá-lo e condená-lo. Então, podemos situar esse evento alguns dias antes da sua prisão."Raymond Gravel

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  3. "Um anúncio da paixão de Jesus. São João faz alusões à paixão de Jesus nesta narrativa: fazendo um chicote de cordas para expulsar os vendedores do Templo (Jo 2,15), o evangelista anuncia o chicote com que Jesus, o novo templo de Deus, será flagelado ao momento da paixão (Jo 19,1). Tirando as moedas dos cambistas (Jo 2,15) e dos vendedores de ovelhas (Jo 2,14), podemos ver o anúncio que Jesus, ele mesmo, será vítima de um tráfico absolutamente indigno da casa de Deus, pois ele, o verdadeiro templo, o cordeiro pascal, será vendido por 30 moedas, que Judas voltará para jogar no templo, sujando-o definitivamente (Mt 26,15; 27,5)."Raymond Gravel

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  4. "A idolatria e a exploração dos pobres. Como diz verdadeiramente o teólogo Charles Wachenheim, é um mesmo sopro libertador que inspira os preceitos do Decálogo (1ª leitura) e a narrativa joânica dos vendedores expulsos do templo. Nos dois casos, os crentes de ontem e de hoje são chamados a livrar-se do culto dos ídolos que ameaça, incessantemente, escravizá-los."Raymond Gravel

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  5. "A Lei. Após ter liberado seu povo da escravidão do Egito, Deus lhes oferece a maneira de alcançar no dia a dia a sua liberdade. É desta forma que nós devemos compreender o Decálogo ou os Dez Mandamentos. Wackenheim escreve: “Portanto o bezerro de ouro não está longe. Preferindo um ídolo morto ao Deus vivo, o povo reproduz nos seus próprios rangos de servidão o que denuncia a Lei divina: desrespeito dos pais, morte, adultério, furto, falso testemunho, luxúria. O coração da Lei, o penhor de uma autêntica libertação, é o reconhecimento do Deus único, o amor de seu nome e a observância do sabbat”."Raymond Gravel

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  6. "O Evangelho. Confundindo comércio e religião, os contemporâneos de Jesus transformam o templo em casa de tráfico (Jo 2,16). Jesus quer liberar esses homens de uma imagem perversa de Deus. Se ele pega especialmente os vendedores de pombas (Jo 2,16), é porque esses vendedores exploram descaradamente os fiéis mais pobres, e isso é inaceitável. Ainda hoje, nos acontece de deformar o rosto de Deus, quando o utilizamos para esmagar e explorar as pessoas carentes, para condenar ou para excluir os feridos da vida, os marginalizados. Wackenheim escreve: “O homem religioso tende a sacralizar livros, tradições, instituições, prédios, ritos e doutrinas, enquanto que na Bíblia os únicos sagrados são Deus e o próximo”."Raymond Gravel

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  7. O Corpo de Cristo. Não podemos encerrar Deus num templo de pedras e de tijolos. O único caminho até Deus, a sua verdadeira casa entre os homens, é seu Filho feito homem. Wackenheim acrescenta: “Jesus de Nazaré revela, ao mesmo tempo, a eminente dignidade de todo ser humano e a humildade de um Deus que, no encontro com todos os ídolos, se apaga no dom que ele faz de si próprio”. A pedido das autoridades judaicas para que Jesus lhes explicasse seu gesto: “Que sinal nos mostras para agires assim?” (Jo 2,18), Jesus responde: “Destruam esse Templo, e em três dias eu o levantarei” (Jo 2,19). Jesus revira não somente as mesas, mas também a maneira de reencontrar Deus. Deus não está mais encerrado num templo de pedras, mesmo se fosse preciso 46 anos para construí-lo; o novo templo de Deus é o Cristo que levou três dias para levantar-se, para ressuscitar, e esse templo, hoje, são os cristãos de todos os tempos que são eles mesmos o Corpo de Cristo ressuscitado. Isso significa que o Cristo de São João dessacralizou os templos de pedra para sacralizar os templos de carne: os humanos que levam neles mesmos o Deus vivo. E, para estar mais seguro de ser bem entendido, o evangelista João o diz explicitamente: “Mas o Templo de que Jesus falava era o seu corpo” (Jo 2,21).

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  8. Escândalo para uns e loucura para outros. É evidente que a fé cristã repousa sobre um evento paradoxal e estratégico: a morte-ressurreição de Jesus; ainda mais porque se trata de uma morte por crucifixão: era a pena de morte infligida aos bandidos, aos assassinos e aos malfeitores. Então, é um escândalo para os judeus, diz são Paulo, e é pura loucura para os pagãos (1Co 1,23). É por isso que não dá para separar o Crucificado do Ressuscitado, pois o Cristo, o Messias, é poder de Deus e sabedoria de Deus por causa da Páscoa, por causa do Crucificado-Ressuscitado. O que quer dizer que são Paulo estaria escandalizado de ver, hoje, essa devoção popular que se desenvolveu após ele, ao redor de Jesus crucificado e ensanguentado, sem referência à Ressurreição. Sim, Jesus foi crucificado, mas ele está ressuscitado e as nossas cruzes devem significá-lo. Estou convencido de que os representantes de Cristo ressuscitado, com a cruz atrás, correspondem mais à teologia dos primeiros cristãos que contemplavam a cruz, no entanto à luz da Páscoa, do brilho da ressurreição.

    Concluindo, estejamos cientes, hoje, que somos templos de Deus, e, com esse título, valemos mais do que todas as igrejas e todas as catedrais do mundo...

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  9. Estas postagens foram feitas baseadas ou transliteradas a partir reflexão de Raymond Gravel, sacerdote de Quebec, Canadá, publicada no sítio "Culture et Foi", comentando as leituras do 3º Domingo de Quaresma - Ciclo B. Utilizei-me de uma tradução de Susana Rocca.

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