122 O que é ter fé?
Leitura Bíblica
“A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis.” (Provérbios 25.2 NVI)
Antes de falar sobre esse provérbio, um parênteses: eu iniciei meu curso de teologia nessa semana, será uma caminhada de três anos que precisarei de perseverança e paciência. Depois que me formei eu não consegui me graduar em nenhum outro curso. Alguns, abandonei na metade, outros, no final. Para concluir meu mestrado, faltou “apenas” a defesa da tese. Enfim, não terminei os cursos. Esse eu gostaria de terminar e peço a ajuda de Deus para me manter firme nesse propósito.
Quero ainda falar um pouco sobre fé. Ter fé em alguém é diferente de crer. Para entender o que estou querendo dizer: fé em Cristo passa por uma experiência PESSOAL com Cristo, é muito diferente de apenas crer que ele é real. Quem tem fé, sentiu, presenciou e presencia de forma muito concreta Cristo em sua vida. Quem tem fé sabe que não há como “transferir a fé”. Sabe a verdadeira fé é uma graça, uma dádiva de Deus. Ela se inicia com a crença – ame seu Deus com todo seu ser, de todo seu coração e com todas suas forças – e vai se tornando em uma fé que não se abala, nem se tem mais a necessidade de convencer ou converter mais ninguém.
Então estes textos não são de conversão. São textos de fé, da minha fé. Não tem nenhuma outra pretensão.
Agora sim, o texto de hoje. Deparei-me com este de Provérbios pela manhã. Quem olha e interpreta literalmente, pode pensar que Deus é um grande brincalhão, afinal que prazer sádico é esse de ocultar as coisas?
O curioso é que numa lista de WhatsApp de que faço parte foi proposta uma questão semelhante por um colega “ateu, graças a Deus”: Por que Deus, sendo onipotente e onipresente, deixa que aconteça o mal? Desde que a pergunta me foi proposta estou meditando sobre o assunto, e pode não parecer, mas os motivos são os mesmos do provérbio.
A Bíblia está cheia de referências sobre essa questão, a mais famosa é o livro de Jó que comentei rapidamente num texto e, também em Isaías 45:
““Ai daquele que contende com seu Criador, daquele que não passa de um caco entre os cacos no chão. Acaso o barro pode dizer ao oleiro: ‘O que você está fazendo?’ Será que a obra que você faz pode dizer: ‘Você não tem mãos?’ Ai daquele que diz a seu pai: ‘O que você gerou?’, ou à sua mãe: ‘O que você deu à luz?’” (Isaías 45.9-10)
E ainda:
““Assim diz o SENHOR, o Santo de Israel, o seu Criador: A respeito de coisas vindouras, você me pergunta sobre meus filhos, ou me dá ordens sobre o trabalho de minhas mãos?” (Isaías 45.11)
Existem várias passagens semelhantes na Bíblia, vários pontos em que Deus deixa claro a razão pela qual algumas coisas são incompreensíveis para nós.
Mas veja, incompreensão não é o forte do ser humano. Deus nos fez assim. Deus, por ser bom, e não um tirano, não nos fez autômatos, e nos deu essa vontade de saber mais e mais e querer entender tudo. Alguns de nós levam isso extremamente a sério e ganham notoriedade por isso: em programas de TV, explicam tudo, ou quase. Por que Deus é inexplicável? E nesse caso preferem dizer que Deus não existe. Afinal se não conseguem explicar, eles que explicam qualquer coisa, é melhor que aquela coisa não exista, seja uma alucinação.
O problema do mal é um dos itens que eles mais utilizam para justificar que Deus não pode existir na forma que nossa fé o conhece. Mas, exatamente por ser como nossa fé o conhece, existe o mal.
Deus é bom. Deus é onipresente e onisciente. Mas Deus não é roteirista de Hollywood. Ele não necessariamente faz da vida das pessoas filmes com finais felizes e grandes conversões, apesar de ele poder fazer. Ele não simplesmente permite o mal, ele permite o humano, com sua liberdade.
Ele não quer escravos adoradores, mas humanos, com suas falhas e defeitos, que venceram suas dúvidas e seus questionamentos, que creram e tiveram um encontro pessoal com ele, para enfim se tornarem seus filhos e descobrirem seus desígnios. Esse é o plano dele espalhado em toda a Bíblia, na sua Palavra.
Oremos
Pai querido, te louvo.
Obrigado por nos propor novos desafios. Questões novas. Novas formas de olhar tua Palavra.
Obrigado por nos dar sabedoria para compreender tua Palavra. Discernimento na leitura. Capacidade para colocar em prática o que lemos.
Pai, tenho fé em ti.
Cuida de minha família, ajuda-nos e olha por nós.
Isso te peço em nome de Jesus.
Amém.
Autor: Shailon Ian

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